Resistência de anti malárico em Angola (Artigos científicos relataram)
Resistência de anti malárico em Angola (Artigos científicos relataram)
A malária é um grande problema de saúde
pública em Angola, com mais de 7
milhões de casos registados em 2019. E a
maioria dos casos de malaria é causada por Plasmodium falciparum ,
que é responsável pela maior causa de morte em Angola1.
O tratamento de primeira linha com terapia combinada à base de artemisinina (ACT). São três ACT que são utilizados como tratamentos de primeira linha no sector da saúde pública em Angola:
- Arteméter-lumefantrina (AL),
- Artesunato-amodiaquina (ASAQ)
- Di-hidroartemisinina-piperaquina (DP)1
Resistência De Anti Maláricos em angola pode ser uma
Ameaça?
A resistência aos anti maláricos tem
sido uma ameaça contínua ao mundo todo ao controlo da malária em todo o mundo.
Principalmente em países endémicos como Angola1
O surgimento da resistência com base artemisinina no Sudeste Asiático2
Relatos De Resistências De Anti Malárico Em Angola
Em uma ronda bienal de monitorização da
eficácia terapêutica em Angola com anti malárico, viu-se que um dos braços (braço faz referencia a pessoa)
arteméter-lumefantrina AL tinha uma
eficácia corrigida abaixo do limite chave de 90% estabelecido pela OMS1
Apesar que em algumas províncias como Zaire a eficácia do arteméter-lumefantrina AL foi de 92,2% oque não esta abaixo do linear
mais não é muito acomodável também 1
Em contraste, a eficácia do AL na Lunda Sul, foi os mais baixo de todos de 87,6%, em
comparação com 96,5% em 2017. Consistente com resultados anteriores, a eficácia
do ASAQ foi uniformemente elevada
(acima de 95%) nos três locais1
Falhas no tratamento com artemether+Lumefantrina “AL”
(Coartem)
Arteméter-lumefantrina (AL) é o ACT mais amplamente utilizado na África Subsaariana.
Dois homens de meia-idade que regressaram de países
diferentes de Africa um veio de Angola e outro de Moçambique desenvolveram sintomas
de malária em Portugal. Onde foram diagnosticados3
Receberam
tratamento com AL enquanto estavam
internados no hospital. Após aparente cura e alta hospitalar, esses
indivíduos retornaram ao hospital apresentando sinais de falência clínica
tardia3
Caso de Paciente com resistência a AL proveniente de angola em Portugal
Um homem de 52 anos apresentou-se no
Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ-ED), Porto, Portugal, em agosto de 2019, com
sintomas compatíveis com a malária.
Após viajar de Luanda, Angola. Teve febre alta nos quatro dias anteriores à internação e desenvolveu prostração no dia da internação (Dia 0;D0). Disfunções no D0: neurológicas (prostração, desorientação).
Cardiovasculares (hipotensão com hiperlactacidemia de 3,43 mmol/L) e hepáticas (hiperbilirrubinemia de 3,34 mg/dL). Um teste rápido de malária (BinaxNOW®) e um esfregaço de sangue mostraram 7% de parasitemia.
O paciente foi transferido para Unidade
de Terapia Intensiva (D0) e tratado com artesunato intravenoso (200mg) nos
horários 0h, 12h, 24h, 48h e 72h (D3)
Seguido de curso de AL por 3 dias
consecutivos (4 comprimidos AL 20/120mg às 0h, 8h, 20h, 32h, 44h e 56h). O
paciente recebeu alta no D9 do tratamento hospitalar.
Ficou em Portugal e não regressou a Angola. Onze dias após a alta (D19) apresentou:
- febre alta (39°C)
- náuseas, vômitos
- mal-estar geral.
Dois dias depois (D21), apresentou-se
no CHUSJ-ED. O paciente não apresentava disfunção orgânica
relevante.
A análise do esfregaço de sangue levou a um resultado positivo para P. falciparum (confirmado por reação em cadeia da polimerase; PCR) com 8,5% de parasitemia. O paciente foi tratado com:
- quinino (600mg)
- doxiciclina (200mg)
por via intravenosa por 7 dias. A
parasitemia tornou-se negativa e o paciente melhorou. O paciente foi
acompanhado em ambulatório e permaneceu assintomático até regresso a Angola
(D28)
Referencias bibliográficas
- Dimbu PR, Horth R, Cândido ALM, Ferreira CM, Caquece F, Garcia LEA, André K, Pembele G, Jandondo D, Bondo BJ, Nieto Andrade B, Labuda S, Ponce de León G, Kelley J, Patel D, Svigel SS, Talundzic E, Lucchi N, Morais JFM, Fortes F, Martins JF, Pluciński MM. Continued Low Efficacy of Artemether-Lumefantrine in Angola in 2019. Antimicrob Agents Chemother. 2021 Jan 20;65(2):e01949-20.
- Roper C, Pearce R, Nair S, Sharp B, Nosten F, Anderson T.. Propagação intercontinental da malária resistente à pirimetamina . Ciência 305. 2004:1124. doi: 10.1126/science.1098876.
- Silva-Pinto A, Domingos J, Cardoso M, Reis A, Benavente ED, Caldas JP, Conceição C, Toscano C, Baptista-Fernandes T, Clark TG, Mansinho K, Campino S, Nogueira F. Artemether-lumefantrine treatment failure of uncomplicated Plasmodium falciparum malaria in travellers coming from Angola and Mozambique. Int J Infect Dis. 2021 Sep;110:151-154. doi: 10.1016/j.ijid.2021.07.008. Epub 2021 Jul 7. PMID: 34242769; PMCID: PMC8461077.




bonito
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